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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Nem poeta nem sujeito

é assim que me escrevo
vão de redemoinho
plácido turbilhão
quando busco
por cenário a habitação
morada de espelho no rio
sereno e orvalho, juntos
chuva com tempo bom
imagem do meu desejo
irracional, meio mágico
não sei se foi por acaso
que te encontrei
infinito movimento[um mar]
que flui dos poros em letras
não é fonema ou grafema
contigo vivo e não sou
nem poeta, nem sujeito
...sou poema.
(
Sónia Regina)